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quinta-feira, 22 de julho de 2010

O autoconhecimento como diferencial nas entrevistas

Este é um tema que muitas pessoas podem julgar como “batido”, ou mesmo irrelevante, mas por mais que tenhamos ouvido falar muito sobre o autoconhecimento e já saibamos o seu significado e importância, são poucos os que realmente buscam esta “habilidade”.

Habilidade, pois é um processo que muitas vezes pode ser frustrante, visto que acabam por aparecer não só nossas qualidades mas como também nossas fraquezas – e dessa forma, muitos têm dificuldades demasiadamente para concluir este processo. Pode-se dizer até que é uma constante, pois que sempre estamos em desenvolvimento e transformação, e sempre nos descobrindo e “redescobrindo”. Mas vamos nos ater ao ambiente profissional – mais especificamente em um processo seletivo.
A entrevista é o principal meio do candidato conseguir seu almejado emprego nas empresas.

O que muitas pessoas não sabem (às vezes até sabem, mas não dão a devida importância) é que o autoconhecimento é um fator fundamental para que o candidato se sobressaia durante o processo seletivo.
O autoconhecimento proporciona ao indivíduo a habilidade de conhecer os próprios pontos fortes e também os de melhoria. O candidato que, durante a entrevista, não demonstra reconhecer estes aspectos internos, dificilmente será percebido como um potencial para a empresa, pois que a mesma, por conseguinte, também não conseguirá identificar.

Este é um processo interno do próprio profissional que afeta e reflete a organização em que está inserido – colegas, subordinados e mesmo supervisores.
Conhecer os pontos fortes faz do candidato um potencial no processo de seleção, assim como os reconhecer os pontos a serem trabalhados, pois demonstra que o candidato sabe quais aspectos precisa desenvolver para crescimento de si e de sua equipe.

E quando se fala “autoconhecimento”, de nada vale o profissional achar que é de um jeito enquanto todos o vêem de outra forma. É um processo no qual deve se levar em consideração o exterior, o meio e as pessoas em sua volta, pois que as respostas das mesmas refletem o próprio comportamento deste profissional. Entender o que as pessoas próximas percebem sobre si mesmo traz muitas descobertas interessantes, que auxiliam (e muito) este processo interno.

CANDIDATO:
Ao participar de um processo seletivo, procure fazer uma auto-avaliação sobre o que busca numa empresa, qual o seu diferencial que pode contribuir para esta corporação, seus aspectos a serem desenvolvidos, qual “bagagem” pessoal e profissional está levando para abrir ao entrevistador, além do próprio currículo. Isso é um fator que pode fazer muita diferença não somente durante um processo seletivo, mas também em todo o desenvolvimento de carreira do profissional.


Karen Kozuma

Psicóloga Consultora
Skype: kyk.ts
Divisão de Recrutamento e Seleção

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