Nascidos após 1978, os profissionais considerados como geração Y possuem um perfil inovador, pensam de maneira arrojada, normalmente são impacientes e tratam a tecnologia como extensão das próprias habilidades.
Capazes de realizar várias atividades ao mesmo tempo, os “Nativos Digitais” estão reinventando os conceitos construídos pelos “Boomers” e obrigam as grandes empresas a desenvolverem programas de retenção de talentos de alta performance.
Em geral, do ponto de vista de candidato, as competências imbuídas neste perfil são vistas como possíveis pontos a serem ressaltados em situação de entrevista. Mas será que do ponto de vista do empregador isso é realmente uma vantagem?
A facilidade em lidar com a tecnologia, a valorização da própria capacidade e a ambição, tornam esses jovens recursos extremamente produtivos, flexíveis e adaptáveis as novas tendências de mercado. Essas características são vistas por muitas empresas de gestão ousada, como investimentos em potencial a curto e médio prazo.
Contudo, segundo Renato Trindade - presidente da Bridge Research, empresa responsável por pesquisas que determinaram as principais características de consumo deste perfil, os indivíduos desse grupo se caracterizam pela volatilidade na profissão, a comunicação sem barreiras e pelo imediatismo. Partindo do princípio que para uma corporação identificar, contratar e treinar o profissional ideal resulta em custos muito altos não só financeiramente, mas também em tempo, para muitos empregadores contratar um perfil instável e que não trará um retorno a longo prazo para a empresa, muitas vezes não é interessante.
Outro dos muitos possíveis fatores que tornam este tipo de contratação uma desvantagem, seria o conflito gerado entre equipes multidisciplinares com profissionais igualmente qualificados, contudo, com diferenças de idades de até 10 anos.
Grande parte das gestões conservadoras ainda possui certa resistência em contratar este tipo de profissionais.
Pesquisas indicam também que boa parte da instabilidade profissional atribuída ao perfil deve-se principalmente a impulsividade por parte do funcionário em aceitar uma nova proposta e falta de programas de gestão e retenção de equipes de “Alta Performance”. Um profissional desmotivado possui uma tendência maior a procurar uma nova recolocação, aumentando assim o turnover nas empresas.
Sendo assim, se você possui este perfil, busque se candidatar a cargos em corporações que investem em treinamento e gestão de equipes “High performance”. Para este empregador em específico, contratar este tipo de profissional é considerado definitivamente uma vantagem.
Empresas como a Chemtech, Kimberly-Clark, Google, SAP, CISCO, Mastercard e Yahoo! vêem desenvolvendo programas para retenção deste tipo de talentos, onde os colaboradores são incentivados a se desenvolver constantemente através de desafios e são compensados em contrapartida por projeções verticais na hierarquia da empresa. “Vídeos Currículos” enviados pelo Youtube, “Second Life” em simulações de treinamento e Mentoring para mulheres empreendedoras são algumas das novidades criadas para motivar esta geração.
Julianna Higa
Consultora de RH
Skype: juh.ts
Divisão Recrutamento e Seleção // Consultoria
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terça-feira, 27 de julho de 2010
Precisa-se de Geração Y!
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